Animais típicos do cerrado brasileiro

Um dos seis grandes biomas brasileiros, o cerrado pertence à categoria das savanas e se caracteriza por ser uma zona de transição entre bosques e prados. Considerada a savana mais biodiversa em todo o planeta, o cerrado brasileiro abrange oito estados do território nacional: Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Piauí.

Desde a década de 70, a região do cerrado se tornou a principal área de produção agrícola e agropecuária do Brasil. Apesar da crescente exploração da região e da utilização massiva de agroquímicos, a fauna do cerrado continua extensa e diversa. Atualmente, cerca de 2.500 espécies já foram catalogadas na região. Entre os vegetais, estima-se que existam cerca de 10 mil espécies.

Infelizmente alguns destes seres estão em processo de extinção, como é o caso do tamanduá-bandeira e do lobo-guará. Dados apontados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade indicam que mais de 130 espécies estejam nesta situação.

Confira abaixo a relação de alguns destes animais característicos do cerrado e que estão em extinção ou em risco de:

Ariranha (Pteronura brasiliensis)

Espécie que vive cerca de 20 anos, as ariranhas podem chegar até 1,8 m e pesar até 45 kg. Geralmente habitam regiões próximas a rios e lagoas, vivem em grandes grupos e constroem suas tocas com raízes de árvores. Está atualmente ameaçada de extinção, especialmente por conta da contaminação dos rios.

flickr.com / Udo Schröter Originalmente, as ariranhas ocorriam em quase todos os rios tropicais e subtropicais da América do Sul, mas, atualmente, encontra-se extinta em 80% de sua distribuição original.

Anta (Tapirus terrestris)

Considerada o maior mamífero terrestre do Brasil e o segundo da América do Sul, a anta é um animal que chega a pesar até 300 kg e pode ser encontrada em toda a região do cerrado. Frutívora, a anta realiza um papel fundamental na dispersão de sementes. Entre os seus principais predadores estão a onça-pintada, a suçuarana e o homem (caça predatória). Em função disso, a anta é considerada uma espécie vulnerável à extinção.

Gato Maracajá (Leopardus wiedii)

Característico do cerrado, o gato maracajá transita nas regiões de mata do cerrado, caminhando nas pontas de galhos e arbustos. Possui grande habilidade em saltos, poderosas garras e hábitos noturnos. Ameaçada de extinção, a espécie se alimenta de pequenos roedores e aves.

Jaguatirica (Leopardus pardalis)

Semelhante ao gato maracajá, a jaguatirica é um felino de porte médio, com hábitos noturnos e solitários. Sua alimentação consiste basicamente de roedores e animais de pequeno porte, como peixes, répteis e aves. Quando em cativeiro, a jaguatirica pode viver até 20 anos — o dobro do observado em estado selvagem.

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, a espécie encontra-se em situação de conservação pouco preocupante. Dados atuais revelam que este animal é ainda um dos felinos mais abundantes nos biomas sul-americanos, apesar de sua população estar em decadência.

A jaguatirica já foi, durante muitos anos, caçada para o comércio. A venda ilegal de sua pele e como animal de estimação era comum durante a década de 1920.

flickr.com / Joao Carlos Medau Na década de 1990, estimava-se uma população total entre 800.000 e 3 milhões de jaguatiricas, mas as populações estão declinando, principalmente por conta da perda do habitat.

Tamanduá Bandeira (Myrmecophaga tridactyla)

Presente nos campos do cerrado, o tamanduá bandeira é um dos animais símbolos do bioma. Seu estado de preservação é muito vulnerável. Em algumas regiões da América Latina, como Uruguai e América Central, a espécie foi extinta em função da caça predatória e destruição de seu habitat.

Com hábitos terrestres, a espécie pode ser facilmente reconhecida pelo formato de seu focinho, adaptado para caça de cupins e formigas.

Lobo-Guará (Chrysocyon brachyurus)

Outra espécie símbolo do cerrado, o lobo-guará também encontra-se ameaçado de extinção. Considerado o maior canídeo da América do Sul, pode pesar até 30 kg e medir 1,15 m de comprimento. A espécie geralmente habita os campos abertos, com vegetação rasteira, condição que facilita sua caça.

Onça Pintada (Panthera onca)

Considerado o terceiro maior felino do mundo, a onça pintada fica em primeiro lugar no continente americano. Com hábitos solitários, sua presença é um forte indicativo da existência de água. Desempenha um papel fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas, pela regulação de populações. Pesando até 100 kg, a onça é um predador forte e possui uma mordida característica: consegue fraturar diretamente os cascos de répteis, como a tartaruga, com apenas uma mordida.

Embora o comércio e a caça predatória deste animal sejam proibidas, a onça pintada ainda é frequentemente morta por fazendeiros e agricultores no Brasil.

flickr.com / Antonio Thomás Koenigkam Oliveira Embora numerosas subespécies tenham sido reconhecidas no passado, estudos recentes sugerem a existência de apenas três espécies de onças pintadas.

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