Você sabia que existe lixo espacial?

Flickr.com / Sweetie187 Objetos abandonados no espaço acabam se tornando lixo espacial.

Qualquer objeto que tenha sido lançado no espaço orbital da Terra e esteja em desuso é chamado de lixo espacial ou detritos espaciais.

Satélites desativados, fragmentos de foguetes, ferramentas perdidas por astronautas em missões espaciais, partículas de tinta e até combustíveis são exemplos de poluição espacial. Todos os satélites que entram em órbita têm um prazo de validade. E quando deixam de funcionar são abandonados no espaço tornando-se lixo espacial.

De tamanho e pesos variados, esses detritos podem pesar de gramas até toneladas e acabam formando uma espécie de nuvem sobre o planeta, orbitando a uma velocidade aproximada de 35.000 km/h.

Quanto maior a altitude em que se situa um detrito espacial, mais tempo ele permanecerá em órbita. Assim, destroços que estão em torno de 600km de altitude demoram anos para entrar na atmosfera da Terra. Enquanto isso, detritos em uma elevação de 1000km demoram séculos.

Mas quais os problemas gerados pela poluição espacial?

Nos últimos anos, o lixo espacial tem gerado uma crescente preocupação. Desde 1978, a quantidade de lixo espacial triplicou, o que aumenta o risco de colisões entre esses detritos e satélites, que podem ser de transmissão de dados, previsão do tempo, entre outros.

Além disso, o choque entre detritos e equipamentos na órbita terrestre pode colocar em risco astronautas ou até atravessar a atmosfera da Terra e causar acidentes, mesmo que as chances de isso acontecer sejam muito pequenas.

Um outro grande problema apontado por cientistas é o futuro da poluição espacial. Segundo especialistas, quanto maior a quantidade de detritos espaciais mais difícil será enviar e manter satélites em funcionamento.

A tecnologia ainda não criou um equipamento que desempenhe a função de recolher o lixo espacial. E é exatamente por isso que os cientistas pedem a redução da quantidade de detritos espaciais.

Até o momento, a solução seria direcionar satélites inutilizados para espaços chamados de órbitas-cemitério. Esse procedimento consiste em programar os satélites para que sigam uma rota orbital afastada da Terra, assim que seu tempo de vida se esgotar.

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