Resíduos plásticos são transformados em alimentos. Veja o vídeo!

O projeto mostra como os resíduos recicláveis, principalmente o plástico, podem ser convertidos em alimentos

O Livin Studio, um estúdio de design com sede na Áustria, em colaboração com a Universidade de Utrecht, da Holanda, desenvolveram uma espécie de incubadora, projetada para cultivar fungos que se alimentam de resíduos plásticos e os transforma em alimentos. Os fungos são inseridos dentro do Fungi Mutarium, uma cúpula de vidro com forminhas feitas em ágar-ágar, onde são cultivados.

O ágar-ágar é uma substância extraída de algas usada para substituir a gelatina convencional e, ao ser misturado com amido e açúcar, torna-se alimento para os fungos.

A cultura é feita da seguinte forma: uma pequena quantidade de plástico esterilizado em luz ultravioleta e uma cultura de micélio são colocados nas forminhas. Por último são inseridos os fungos, que digerem o plástico  transformando-o em um alimento saudável e crescem, ocupando o substrato e preenchendo o recipiente.

A transformação do plástico em alimento ainda é um processo lento, mas os pesquisadores estão buscando maneiras para acelerar este procedimento. “Se isso funcionar, nosso conceito será uma excelente solução para as enormes pilhas de resíduos de plástico. Além disso, os fungos também podem converter outros tipos de resíduos, como as dioxinas, em resíduos menos perigosos para o planeta”, explica o professor de microbiologia da Universidade de Utrecht, Han Wösten. A incubadora Fungi Mutarium não está disponível para venda, por ainda ser um projeto de pesquisa em andamento.

Fungos podem ser a solução para o plástico?

Pesquisas científicas mostram que os fungos podem degradar diversos tipos de resíduos, inclusive os tóxicos, convertendo-os em uma biomassa comestível. Os fungos utilizados nesta experiência foram o Schizophyllum Commune e o Pleurotus Ostreatus (o famoso shimeji-preto). Essas duas espécies são encontradas em todo o mundo e podem ser vistas em uma grande variedade de madeiras e em muitos outros substratos vegetais, praticamente em qualquer lugar da Europa, Ásia, África, Américas e Austrália. Além da propriedade de digerir os resíduos tóxicos, eles também são comestíveis.

Para compreender um pouco mais sobre o processo, confira o vídeo:

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