Pesquisadores querem aprimorar polímeros para melhorar a reciclagem do plástico

Uma equipe de pesquisadores da Case Western Reserve, uma Universidade dos Estados Unidos, está buscando maneiras de melhorar a reciclagem dos plásticos. A iniciativa recebeu um apoio de US$ 2,5 milhões do Departamento de Energia dos EUA (DOE), recentemente anunciado como “Desafio de Inovação em Plásticos”.

A equipe liderada pela Case Western Reserve trabalhará para desenvolver e testar uma técnica, com a ajuda do governo e de parceiros industriais, de reciclagem química associada a meios mecânicos que visa “acelerar” em até 80% a reciclagem do plástico e melhorar a sua aplicabilidade.

Duas inovações em um projeto

Os plásticos comuns são reciclados de duas maneiras: através de meios mecânicos ou químicos. No entanto, os plásticos mais resistentes, chamados de termorrígidos, são mais difíceis de reciclar, pois não se alteram em temperaturas elevadas, diferentemente dos termoplásticos que amolecem e fundem-se. Por isso, uma parte da equipe da Case Western Reserve está se dedicando a eles.

E para melhorar todos os processos de reciclagem do plástico, a equipe planeja desenvolver um modelo híbrido, usando o investimento de baixo custo da reciclagem mecânica, mas desfragmentando os plásticos por meio de um novo método de baixa temperatura e baixa pressão. A equipe também estudará como separar vários polímeros no estado de fusão, para que cada um possa ser reciclado individualmente. Um dos parceiros desse trabalho, a Braskem, conseguiu separar cerca de 20% do poliestireno do plástico em ensaios.

Diferenças entre reciclagem mecânica e química

A reciclagem mecânica se refere ao processamento dos resíduos de plásticos em matérias-primas ou produtos secundários sem alterar significativamente a estrutura química do material. Basicamente todos os tipos de termoplásticos podem ser reciclados mecanicamente com pouca ou nenhuma perda de qualidade.

Já a reciclagem química é um processo que altera a estrutura química do plástico. Os processos como gaseificação e pirólise, por exemplo, rompem as estruturas do plástico transformando-o em gases ou líquidos e semilíquidos. Esta reciclagem pode contribuir para evitar que resíduos plásticos não recicláveis por processos mecânicos sejam enviados aos aterros, adquirindo, portanto, outras finalidades e usos.

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