Pesquisa revela possibilidade de estender vida útil de baterias de eletrônicos

Um grande problema da nossa sociedade, no que tange a sustentabilidade e os avanços da tecnologia, diz respeito ao descarte irregular de lixo e componentes eletrônicos em qualquer espaço.

Isto porque estas baterias, em contato com o solo, liberam substâncias tóxicas tais como o mercúrio, o chumbo e o cádmio, por exemplo, que afetam os rins, os pulmões, o sistema nervoso central, o fígado, além de o cádmio e o mercúrio serem cancerígenos e provocarem reações genéticas e má formações no feto.

Tudo isso em contato com a água nos lençóis freáticos, torna-se um veneno que tomamos sem o sentir.

Assim, preservar o meio ambiente sem interromper os avanços da tecnologia, tem sido uma busca constante de cientistas e apaixonados pela modernidade. E ao que parece, já tem ótimos resultados.

Na Escola Politécnica da USP, o departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos criou um mecanismo no qual, as baterias que dão carga são também utilizadas para armazenar energia. Energia esta que, por sua vez, é gerada por placas fotovoltaicas.

Tudo partiu de um trabalho em sala de aula. O aluno, André Baldim, afirmou em dissertação de mestrado, que se pode aumentar a vida útil de qualquer bateria em até 4 anos, uma vez que a mesma seja utilizada para armazenamento de energia.

Segundo o estudante, logo após as baterias terem gasto sua energia em utilizações de maior potência, podem ser redirecionadas à utilidades de menor demanda de energia. Uma bateria de carro, por exemplo, que tenha sido gasta, pode não servir mais para dar a partida, mas pode ser utilizada para armazenar energia no carro e aumentar a vida útil em até dois anos, antes de ser reciclada.

Tempo de vida útil das baterias

O tempo de vida útil ampliado, segundo André, pode variar conforme a utilização da bateria e as condições a que é submetida. Uma bateria de caminhão, por exemplo, ou até mesmo de um carro de entregas, além do uso recorrente, em frente altas e baixas temperaturas, e por conta de tudo isso, não chega a durar dois anos.

Já uma bateria de No Break, utilizada em tempo recorrente, mas em ambiente fechado, limpo, com temperatura e umidade do ar controlada, sofre menos desgaste e pode durar até 4 anos de vida a mais que o previsto.

O novo sistema de carregamento de bateria é testado na Baixada Santista, mais precisamente na Ilha dos Arvoredos. Este projeto utiliza 4 baterias de caminhão, que armazenam energia gerada através da luz solar, por meio de placas fotovoltaicas. Estas 4 baterias de caminhão garantem, recarregadas, 390 watts de energia, o que seria suficiente para ligar uma geladeira.

Segundo André, o estudo não para por aí, prevendo ainda, testes com o uso da energia eólica, ou seja, a energia advinda da força dos ventos – recurso em abundância na ilha.

Todos estes estudos e aplicações em testes, que já alcançaram resultados significativos têm uma ambição maior: tornar a Ilha independente de energia elétrica, que atualmente é gerada por meio das usinas hidrelétricas, que necessitam de petróleo para gerá-lo e portanto, são bem mais poluentes.

Quem sabe no futuro (não muito longe), essas sejam as regras para todo o país, sem exceção. A natureza agradece.

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