Dispositivo gera eletricidade a partir da umidade do ar

A invenção possibilita fornecer um fluxo constante de eletricidade sustentável.

O engenheiro elétrico Jun Yao e o microbiologista Derek Lovley, da Universidade de Massachusetts Amherst (UMass Amherst), descobriram uma maneira de gerar energia elétrica a partir da umidade do ar.

O dispositivo batizado de Air-gen, é formado por nanofios de proteína eletricamente condutiva produzidos pelo micróbio Geobacter. O Air-gen conecta a os elétrodos aos nanofios, fazendo com que a corrente elétrica seja gerada a partir da umidade presente na atmosfera. Os resultados foram publicados na revista científica Nature,

Trabalho interdisciplinar

A descoberta da geração de eletricidade através da umidade do ar parte de uma colaboração interdisciplinar incomum. Lovley, que é microbiologista, descobriu o micróbio Geobacter na lama do rio Potomac, nos Estados Unidos, há mais de 30 anos. Mais tarde, seu laboratório descobriu que este micróbio tinha a capacidade de produzir nanofios de proteínas eletricamente condutoras. Foi então que os cientistas se uniram para trabalhar neste projeto.

O dispositivo produz uma tensão sustentada de cerca de 0,5 volts em um filme de 7 micrômetros de espessura, com uma densidade de corrente de cerca de 17 microamperes por centímetro quadrado. Com esta geração de energia seria possível alimentar pequenos equipamentos eletrônicos, mas os cientistas esperam disponibilizar a invenção em escala comercial muito em breve.

A dupla planeja usar a tecnologia para alimentar monitores de saúde e relógios inteligentes, o que eliminaria a necessidade de baterias tradicionais. Eles também esperam desenvolver Air-gens para aplicar em telefones celulares, com o objetivo de eliminar a carga periódica.

E a criatividade no uso desta tecnologia não termina aqui: de acordo com Jun Yao, esta inovação poderia ser incorporada à tinta de parede, por exemplo, para ajudar a abastecer a casa.

Os pesquisadores planejam criar grandes sistemas que possam contribuir para a produção de energia sustentável, afinal, a nova tecnologia é considerada não poluente, renovável e de baixo custo, sendo, inclusive, capaz de atender áreas com umidade extremamente baixa.

Foto: Divulgação/Laboratórios UMass Amherst / Yao e Lovley

Legenda: Imagem gráfica de uma fina película de nanofios de proteínas gerando eletricidade a partir da umidade atmosférica.

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