São Paulo lança plano para monitorar lixo no mar

Documento traz informações para compreender a problemática do lixo no mar e será implantado ainda neste ano

Os litorais paulistas agora contarão com um Plano Estratégico de Monitoramento e Avaliação do Lixo no Mar (Pemalm). O documento é pioneiro no Brasil e foi lançado pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), pela USP, por meio do Instituto Oceanográfico (IO/USP), da Cátedra UNESCO para a Sustentabilidade do Oceano, e por meio do Instituto de estudos Avançados (IEA/USP).

“É gratificante ver São Paulo contribuindo concretamente com o início da Década do Oceano, bem como para o alcance do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 14. O processo de elaboração abrangente com a participação de diversos setores da sociedade e a possibilidade de interface com outras políticas públicas do estado são pontos relevantes do documento”, destacou a assessora da Coordenadoria de Planejamento Ambiental (CPLA), Cristina Maria do Amaral Azevedo. Ela participou do evento representando o coordenador da CPLA, Gil Scatena, e o subsecretário de Meio Ambiente, Eduardo Trani.

Os ambientes costeiros e marinhos são responsáveis pela regulação do clima no planeta, ciclagem de nutrientes, recreação e o lazer, e vêm sofrendo com a pressão sobre os recursos naturais, a poluição e as mudanças climáticas.

Monitoramento

Embora os itens plásticos respondam pela maior quantidade de lixo nos oceanos, há materiais como o papel, bitucas de cigarro, petrechos de pesca, tecido, madeira, metal, vidro, borracha, que são originados por diversas fontes. Ações humanas em terra e no ambiente marinho e a gestão inadequada dos resíduos sólidos são alguns dos fatores responsáveis pelo lixo no mar.

O estado paulista foi o primeiro a elaborar o documento, iniciado em 2019, que contou com a participação de diversos  setores da sociedade (público, privado, sociedade civil, academia).

O plano traz um conjunto de indicadores (de geração de lixo, de exposição e de impactos) recomendados para o monitoramento e avaliação do lixo no mar, que vai permitir uma análise das melhores opções para o combate efetivo do problema.

Cabe destacar que o documento está inserido nas metas do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS) e ainda possibilita a integração com outras políticas públicas ambientais de planejamento e conservação do estado.

“A próxima etapa do Pemalm é sua implementação, que deve ocorrer ainda neste ano. E a expectativa é que este documento subsidie a elaboração do plano de combate ao lixo no mar do estado de São Paulo”, comemorou o pesquisador e professor do IOUSP Alexander Turra, um dos principais idealizadores e coordenador técnico do Plano.

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