Energia solar por assinatura

A busca pela economia na conta de luz e a adoção de fontes de energia verde têm impulsionado um novo modelo de negócio no Brasil: os clubes de assinatura para consumo de energia fotovoltaica (solar).

Funciona da seguinte forma: por meio de uma assinatura, os sócios alugam cotas de energia correspondentes ao seu consumo, que são revertidas em descontos progressivos na conta emitida pela concessionária de energia.

Dessa forma, diversas empresas têm surgido com a proposta de democratizar a energia solar no Brasil. Algumas delas, como a Clube Watt, prometem abatimento de 20% da conta no primeiro ano de assinatura.

Geração solar compartilhada

A geração solar compartilhada foi criada em 2015 pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), em um momento em que a geração solar no Brasil não crescia no ritmo que poderia, considerando o potencial do país.

Até então, a Alemanha havia sido a primeira a adotar esse sistema, que se espalhava pelo resto da Europa e Estados Unidos. 

Nesse sentido, a experiência internacional foi fundamental, pois serviu de modelo e pautou as audiências públicas que discutiram a resolução normativa 687/2015, que regulamenta a geração distribuída.

Segundo Guilherme Susteras, coordenador do grupo de trabalho de geração distribuída da Absolar, associação representante do setor, dados internacionais indicavam que entre os consumidores que não tinham acesso à energia solar, 75% não a possuíam por questões financeiras – como a falta de dinheiro para investir em uma unidade geradora – e técnica – como, por exemplo, consumidores que vivem em imóveis alugados ou em locais sem estrutura para suportar a instalação do sistema solar.

Portanto, após a mudança regulatória em 2015, começaram a surgir empresas brasileiras especializadas na geração e fornecimento de energia solar por assinatura.

Se no primeiro ano eram 45 consumidores usando o modelo, em 2022 o Brasil já superou as 5.600 unidades consumidoras atendidas pela geração solar compartilhada. 

Atualmente, estima-se que existem 1.610 unidades geradoras que produzem a energia para atender a esse mercado em ascensão.

Mercado em ascensão

A adoção da energia solar em território nacional é muito recente, tendo começado em 2011. Ainda assim, em 2021 o Brasil foi o quarto país que mais cresceu em capacidade de produção de energia solar fotovoltaica, com 5,7 GW (gigawatts) adicionados, ficando atrás da China, EUA e Índia.

Também vale mencionar que desde 2020 a geração distribuída passou a representar a maior parcela da produção solar fotovoltaica brasileira, representando 67% da capacidade instalada em março de 2022.

Em entrevista à BBC, Susteras reforçou o potencial que o avanço da geração solar distribuída no Brasil e também dos serviços por assinatura voltados para consumidores residenciais e pequenas empresas: 

“Esse mercado mal começou, a verdade é essa. Se considerarmos que 75% das pessoas que querem ter energia solar não têm, temos uma ideia do quanto esse mercado pode crescer, porque esse é um mercado que não tem restrição — a não ser aquela geográfica [de o prestador de serviço estar na mesma área da distribuidora que atende o consumidor].”

Ao que parece, a expansão do setor é uma questão de tempo, especialmente quando se leva em consideração o potencial democrático da energia solar no Brasil por meio da modalidade compartilhada.

Fontes: BBC | Portal Solar

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