Emissão de CO2 volta a subir a níveis pré-pandemia

A resposta global ao coronavírus que esvaziou ruas, estradas e aeroportos em 2020 e fez as emissões de carbono caírem cerca de 6% parece ser coisa do passado – pelo menos no que se refere ao consumo e queima de carbono. Muitos esperavam que essas mudanças no uso de energia fossem sustentadas na recuperação da pandemia, mas os números já se aproximam de níveis recordes anteriores, segundo um estudo divulgado pelo Global Carbon Project durante a COP26 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas).

Isso quer dizer que o mundo está ainda mais distante de atingir o objetivo definido pelo Acordo de Paris de limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC até 2030. 

Nos lugares onde a demanda por energia está crescendo, o carvão está desempenhando um papel fundamental. O uso global deverá aumentar 4,5% este ano, impulsionada principalmente pela China, responsável por mais da metade do crescimento global do carvão este ano. Embora o setor de transporte não tenha voltado ao nível pré-pandemia, as emissões relacionadas ao petróleo devem aumentar 4,4% em 2021.

Cientistas do mundo todo são unânimes ao afirmar que a única maneira de não ultrapassar o aumento de 1,5º é reduzir drasticamente todas as emissões – e, ainda assim, num cenário bem otimista porque a temperatura mundial está cerca de 1º mais quente em relação ao nível pré-industrial. No entanto, enquanto os líderes políticos têm prometido uma recuperação econômica sustentável, os compromissos financeiros das nações mais ricas não acompanham as promessas. Dos 1,8 biliões de dólares em investimentos, apenas 300 milhões de dólares foram destinados a projetos “verdes” e – quase o mesmo atribuído às indústrias fósseis.

Apesar disso, o mesmo estudo aponta que as emissões cairão 3,7% nos Estados Unidos e 4,2% na União Europeia. Parece pouco, mas não deixa de ser uma boa notícia, considerando que o país norte-americano responde por quase 15% das emissões no mundo todo. Parte desta queda se deve ao crescente uso de energia eólica, solar e outras formas sustentáveis ​​cresceram 3% em 2020, e no setor de energia devem crescer 8% este ano. Em geral, as fontes de energia verde fornecerão 30% da geração de eletricidade, o nível mais alto desde o início da revolução industrial.

Para limitar futuros aumentos, os países que mais geram as emissões de gases de efeito estufa (em especial o conjunto do G20, que é responsável por cerca de 75% das emissões globais), terão de implementar medidas ambiciosas para ontem. A menos que os governos em todo o mundo ajam rapidamente para começar a cortar as emissões, provavelmente enfrentaremos uma situação bem pior nos próximos anos. 

Fontes: Publico | Poder 360 | Observatório Carvão Mineral | IEA

Compartilhe:

Entre em Contato com a Fragmaq

Quer conhecer nossos equipamentos e serviços ou compartilhar alguma dica sobre sustentabilidade? Preencha o formulário e envie sua solicitação. Nossa equipe está à disposição para ouvi-lo.