Brasil: o sexto maior gerador de energia eólica do mundo

Um relatório da Global Wind Energy Council (GWEC), divulgado na primeira semana de abril (04/04), indicou que o Brasil  subiu uma posição no Ranking de Capacidade Total Instalada de Energia Eólica Onshore em 2021, ocupando a sexta posição no ranking mundial. Em 2012, o país ocupava a 15ª posição.

Além disso, no ano passado, o Brasil foi o terceiro país que mais instalou usinas eólicas, que passaram a responder por 11% da matriz energética  nacional.

Em relação à capacidade instalada, o Brasil atingiu 21,5 gigawatts (GW), sendo superado pela Espanha (28,3 GW); Índia (40 GW); Alemanha (56,8 GW); EUA (134,3 GW) e China (310,6 GW).

Para se ter uma ideia, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), uma capacidade instalada de 20 GW é capaz de abastecer 28,8 milhões de casas, beneficiando 86,4 milhões de habitantes.

Ao avaliar todos os países do mundo, foi registrado um aumento de 93,6 GW da capacidade global em 2021, levando a capacidade total acumulada de energia eólica para 837 GW, o que representa um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. O crescimento marcou 2021 como o segundo melhor ano da indústria eólica global.

Crescimento virtuoso

A última década foi marcada por um crescimento virtuoso da produção de energia eólica no Brasil, que saltou de 1 gigawatts de potência instalada em 2011 para 21,5 GW em 2021. 

A perspectiva é de que o setor cresça ainda mais: a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indica que, atualmente, há cerca de 5,5 GW de usinas eólicas em construção no país, sendo que 2,95 GW entrarão em operação ao longo de 2022, o que representa valor equivalente a 2021.

Vale destacar que o estudo realizado pela Global Wind Energy Council também aponta o Brasil como um dos cinco principais mercados do mundo para novas instalações, junto com a China, Estados Unidos, Vietnã e Reino Unido. Juntos, esses cinco países representam 75,1% das instalações.

Atualmente, a energia eólica é a segunda maior fonte de geração de energia do Brasil, com 11% de participação na matriz energética, ficando atrás apenas da hidrelétrica, que responde por 54%.

O aumento da produção de energia eólica é visto com bons olhos por ambientalistas, pois trata-se de uma fonte renovável, com baixas emissões de gases causadores do efeito estufa e, consequentemente, baixo impacto ambiental.

No entanto, apesar de 2021 ter sido um ótimo ano para a indústria eólica nacional e mundial, a GWEC indica que temos um grande desafio pela frente: a capacidade global precisa quadruplicar até 2030 para permanecer dentro da meta de frear o aquecimento global, conforme o Acordo de Paris.

Portanto, é essencial que haja um maior investimento por parte de todos os países em fontes de energia renovável, como a eólica, de forma a zerar suas emissões de gases estufa até 2050, limitando o aumento da temperatura global em até 1,5ºC.

Fontes: Exame | Gov | Isto É Dinheiro | CNN Brasil

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