Reciclagem de resíduos animais dão origem a variados produtos

Rejeitados pelo consumidor, os ossos e o sebo retirados das peças de carne voltam para o consumo, mas em outras formas, após passarem por processo de reciclagem.

A atividade, chamada graxaria, é responsável pela coleta e reaproveitamento dos restos de animais como bois e aves, gerados por açougues e frigoríficos. O procedimento evita que esses resíduos sejam depositados em aterros sanitários junto ao lixo doméstico, o que causaria contaminação do solo, ar e dos lençóis freáticos.

A reciclagem desses materiais é feita por indústrias especializadas na área e um equipamento chamado digestor de graxaria é indispensável para executar a ação. Nele, é feito o cozimento dos resíduos e a melhor maneira de fazê-lo, em consonância com o meio ambiente, é pelo método a seco, que consiste no aquecimento do material, podendo ser em um digestor para graxaria por batelada ou contínuo. Digestores mais atuais já possuem compartimentos e modalidades específicas para barrar a liberação de odores indesejáveis.

Reciclagem de ossos

Antigamente, os ossos bovinos eram utilizados para a fabricação de diversos utensílios, como botões, pentes e peças de jogos de xadrez. Com a expansão do uso do plástico, o material passou a ter mais valor químico do que físico. Compostos orgânicos ricos em cálcio e fósforo, os ossos são usados na produção de farinhas voltadas à alimentação de animais e aves. O resíduo é cozido a alta temperatura no digestor industrial, moído e transformado em farinha. O produto, então, é combinado a outras matérias-primas que complementam as necessidades nutritivas da ração.

Uma vez calcinados, os ossos transformam-se em matéria-prima para a produção de porcelana, cerâmica, refinação de prata e fusão do cobre. Em usina de açúcar, utiliza-se o carvão de osso para alvejar e refinar o açúcar.
O cálcio presente na farinha de ossos faz com que ela também possa ser usada em correção de solos, mas este uso depende de outras intervenções para dar ao cálcio reciclado a solubilidade necessária à sua absorção pelas terras tratadas.

Reciclagem de sebo

O sebo bovino é uma gordura animal constituída de moléculas de triglicerídios. Um triglicerídio é formado por uma molécula de glicerol unida a três moléculas de ácido graxo. As indústrias especializadas se interessam em extrair dos triglicerídios tanto o glicerol quanto os ácidos graxos.
A primeira etapa do processamento industrial do sebo bovino é separar o glicerol dos ácidos graxos, o que pode ser feito pelo processo de hidrólise, no qual água aquecida quebra as ligações do glicerol, que se desprende do ácido graxo e se dilui em solução aquosa.
O sebo derretido geralmente é utilizado pelas indústrias de sabão, higiene, beleza e oleoquímica, devido a sua ótima durabilidade e facilidade de manipulação.

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