Plástico biodegradável pode fazer mal ao meio ambiente

A afirmação foi feita por um grupo de parlamentares britânicos, baseada em pesquisas, que se manifestaram contra o uso de plásticos compostáveis e biodegradáveis.

Um comitê de parlamentares britânicos se manifestou contra os plásticos compostáveis e biodegradáveis, por alegarem que este tipo de material pode aumentar a poluição na terra e no mar.

De acordo com o grupo, muitas das embalagens compostáveis degradam apenas em instalações de compostagem industrial, não podendo ser utilizados em compostagem doméstica além disso, nem todos recebem destinação adequada.

Outra questão alertada pelo grupo é que quando são misturados com o plástico comum, os plásticos compostáveis contaminam o fluxo de reciclagem. Os parlamentares consultaram várias organizações ambientais, como a Green Alliance, que afirmou que há evidências de que o termo biodegradável pode levar os consumidores a pensar que esse tipo de material pode ser descartado indiscriminadamente na natureza, o que tornaria ainda pior a poluição em terra e no mar.

Sacolas que não se dissolvem

Um relatório da ONU, publicado em 2016, revelou que os plásticos biodegradáveis não se decompõem nos oceanos. Isso porque, muitos plásticos biodegradáveis só conseguem se dissolver em temperaturas acima de 50º C – temperatura que os oceanos não são capazes de atingir. Além disso, alguns aditivos usados nesse material, para ajudar na quebra, dificultam a reciclagem e podem poluir o ambiente.

Além disso, um estudo deste ano, realizado pela Universidade de Plymouth, descobriu que uma sacola biodegradável ainda pode ser usada mesmo após ficar três anos exposta no meio ambiente, o que deixa claro que essas soluções podem não ser as melhores para o planeta.
Liderada pela pesquisadora Imogen Napper, a equipe pegou cinco tipos de sacolas plásticas consideradas biodegradáveis (todas facilmente encontradas no Reino Unido) e separou em três grupos, deixando uma parte exposta ao ar, outra no mar e outra na terra, por um período de três anos.

A equipe monitorou as sacolas regularmente e, aquelas que ficaram ao ar livre, em nove meses se desintegraram em fragmentos.

No entanto, as sacolas biodegradáveis, oxibiodegradáveis e convencionais que foram enterradas e as que permaneceram no mar, por mais de três anos, continuavam inteiras e resistentes o suficiente para transportar mantimentos.

A sacola compostável desapareceu no ambiente marinho em três meses – mas continuou intacta mesmo após ficar enterrada por 27 meses.
Confira detalhes da pesquisa neste vídeo:
https://youtu.be/1GNTcRQ2Onk

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