Enfraquecido? Saiba qual é a situação do protocolo de Kyoto atualmente

Publicado em 24 de janeiro de 2014 | 0 comentários

Ratificado no dia 15 de março de 1998, na cidade japonesa de Kyoto, o Protocolo de Kyoto é um instrumento internacional que teve como objetivo a cooperação entre países para a redução das taxas de emissão de gases poluentes e do aquecimento global.

O Protocolo de Kyoto estabeleceu metas e padrões para a redução de emissão de gases diversos, tais como o CO2 (dióxido de carbono), gás responsável por 70% das emissões relacionadas ao aquecimento global, além de também priorizar a redução de emissão de diversos outros gases causadores do efeito estufa, gases esses amplamente emitidos em países industrializados.

O objetivo do Protocolo de Kyoto era reduzir em 5,2% a emissão de poluentes entre os anos de 2008 e 2012, levando como base o total de emissões realizadas em 1990.

Outro fator importante do Protocolo de Kyoto era que os países emergentes, embora pudessem participar, não tinham metas específicas de redução, diferentemente de países industrializados, o que proporcionou a não adesão de muitos países, tais como Japão, Canadá e Nova Zelândia.

Todavia, mesmo que bem intencionado e tendo recebido adesão maciça de muitos países (mais de 140 nações aderiram ao acordo, entre elas o Brasil), o protocolo esbarrou em um ponto chave: a adesão dos Estados Unidos.

Segundo especialistas, a ausência dos Estados Unidos enfraqueceu e muito o Protocolo de Kyoto, uma vez que somente esse país é responsável por um terço do total de emissões em nosso planeta.

Do lado norte americano, a desculpa para a não adesão foi bem simples: aderir a esse acordo significaria ao país colocar em prejuízo tanto o seu desenvolvimento como a sua economia.

Atualmente o Protocolo de Kyoto se encontra ainda mais enfraquecido do que quando foi criado, em 1998. Tanto que a Organização das Nações Unidas prorrogou a validade do Protocolo para 2020.

Assim, hoje, o grupo comprometido em reduzir emissões de acordo com as metas propostas pelo protocolo se reduziu a 36 países: todos os países que integram a União Europeia, além de Noruega, Austrália, Ucrânia. Vale ressaltar que, juntos, esses países são responsáveis por apenas 15% do total de emissões em todo o mundo de gases causadores do efeito estufa.

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